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segunda-feira, julho 04, 2011

Puta Que o Pariu!!!!

Olha, se tem uma coisa que me tira do sério, é quando algo não funciona direito.

Desde o saleiro entupido do rodízio que se nega a temperar minha salada, até sites de e-commerce.

Falando sério, estou tentando faz horas comprar uma passagem pela internet, coisa trivial, simples. Mas o site da webjet só faz vendas no boleto com, no mínimo, 21 dias de antecedência. Débito online? Só pelo Bradesco - porra, nem Itaú, nem Caixa?!?!

Abri mão. Decidi ir de gol. E adivinha... Sabe um site instável? Cada hora funciona de um jeito? Então. Pensa isso para o cadastro, compra, registro de assento, pagamento e atendimento online. Sim, é só isso o que tem problema no site deles. Tomanocú.

Sabe, esse lance de usabilidade, que tanto se fala por aqui, e ainda mais lá fora, não é algo teórico. Não é para deixar apenas bonitinho, ou seguir alguma tendência. Um site que não é óbvio, nem ajuda das formas mais simples, é algo simplesmente odioso e que gera prejuízo. Viu webjet? viu gol? viu lojas americanas? PREJUÍZO. Tem clientes que de fato desistem da compra, pq chegam numa tela branca, sem mensagem alguma. Ou quando perguntam qual foi a data da última vacina do gato da sua tia.

Mesmo clientes que querem muito comprar algo, que tem grana pra comprar algo, ou mesmo que precisam muito comprar algo, desistem de fazer uma compra quando encontra mais empecílios que ajuda (aliás, no caso da Gol, nem por telefone rolou ajuda!).

E não preciso lembrar que eu trabalho com computação, sistemas, etc... todo santo dia há alguns anos. Não, não fui eu quem errou. Eu não esqueci de preencher nenhum campo obrigatório, eu não cliquei em "sair" sem querer, eu não usei um browser geek como o dillo.

Sabe, eu fico triste e ao mesmo tempo motivado. Triste de saber que num país do agora, onde todo mundo põe os olhos, a internet é tratada de forma amadora, e deixa muito a desejar em coisas básicas para qualquer negócio, seja ele online ou não: atender bem o cliente.

Motivado porque mesmo depois de tanto tempo, ainda vejo um mercado promissor por aqui - também parece que ninguém leva a sério isso.

Enfim, se você é empreendedor e quer pôr seu negócio online - ou já tem - faça um favor, invista nisso. Os consumidores agradecem.
----------------- Abraços, Perdigão

quarta-feira, julho 14, 2010

A dificuldade de ser cidadão

A maioria das pessoas, incluindo nós brasileiros, geralmente não chega a refletir sobre isso durante a vida inteira. E talvez isso seja o maior impecílio para uma sociedade mais justa. Na verdade arrisco a dizer que nem sociedade somos, somos população.

População é um termo definido em biologia. Existem populações de animais, plantas... animais e plantas não cobram por seus direitos, e com exceção da reprodução e alimentação das crias que é algo instintivo, nem sobre seus deveres.

Ser cidadão, termo cunhado desde a Antiguidade, implica na função básica de se organizar, segundo normas, afim de se conviver de forma melhor. Se você é cidadão, tem direitos e deveres. Mas o que vemos na prática é uma cobrança exacerbada sobre os deveres, e a negativa sobre os direitos.

E ai de quem cobrar por seus direitos. É visto como no mínimo chato, metidão, tinhoso, criador de caso. Esta premissa é verdade ainda mais quando o assunto é trabalho ou comércio, onde a enorme maioria das empresas insiste veementemente em burlar suas obrigações.

Falando sério, eu até consigo entender isso. Digo, entender a lógica de uma empresa querer burlar algumas leis em benefício financeiro próprio. O que não consigo entender é o lado humano disso. Eu vejo as pessoas que defendem o direito da empresa meter a mão no funcionário como simples cães de guarda, agindo de forma passional em relação ao seu benfeitor do momento. Não sei o que sentir em relação a este tipo de gente.

A única racionalização que consigo fazer sobre o estado de ser humano - se é que é possível fazer isso - é supor que ser humano implica na capacidade de errar. No caso dos cães de guarda, isso explica tudo. No caso de quem define as políticas, não, visto que não é um erro do acaso, por ignorância, e sim um "erro" premeditado, calculado, de má fé.

Existem ainda outras situações onde vejo o quão longe estamos de ser uma sociedade. Vide a vasta gama de preconceitos e como eles estão enraizados em nossa sociedade (regional, religioso, sexual, de gênero, racial, e por aí vai). A falta de preocupação com o meio ambiente, com as necessidades de pessoas com pequenas ou grandes deficiências físicas...

Estou com vergonha alheia da humanidade, ainda que digam que eu faço parte dela.
----------------- Abraços, Perdigão

quinta-feira, maio 27, 2010

Eu tenho medo de médicos

Sem brincadeira, eu tenho medo de médicos.

Não como aquele medo que a gente tem de palhaço. É um medo fundamentado, e não por estranheza.

Dia desses estava falando disso com a Kellen. Que eu tenho sérias dúvidas em relação aos médicos formados em nosso país. Sim, porque a educação superior sofreu uma mobralização. Ter faculdade é o mesmo que ter Ensino Fundamental. E pior que isso, cansamos de ver denúncias e reportagens sobre formandos que não têm muita - pra não falar praticamente nenhuma - cultura, quanto menos preparo e técnica. E ainda assim saem pomposos dizendo seu título e vão fazer parte da nova classe média.

Analfabetos funcionais com carteirinha de profissão. No caso da maioria das profissões, isso não é grave. Um administrador que erra um zero ou uma vírgula, pode gerar enormes prejuízos, talvez uma complicação com a receita federal, e no pior dos casos, algumas demissões injustas. Mas não na área da saúde. Você os procura quando precisa. Quando realmente precisa e ainda por cima deposita a confiança da sua vida - que a outrem pode não valer nada, ser só mais uma, mas é sua e é única - na mão dessa pessoa.

Agora como confiar algo tão importante como uma vida, nas mãos de uma pessoa que tem uma carteirinha, uma licensa, e nem cidadão é? (quem acredita que votar, pagar impostos e ter uma conta no banco é ser cidadão, está longe de ser um).

Isso é algo que vejo há muito tempo. Me incomoda há muito tempo. Mas raramente precisei, graças a Deus, deste tipo de auxílio. E pior que isso, praticamente todas as vezes que precisei, fui surpreendido. E não estou falando de SUS apenas, e sim de atendimento em hospitais e consultórios particulares.

Convenhamos, se eu chego a procurar a ajuda de uma pessoa qualificada, é porque esgotei o mínimo que uma pessoa deveria saber para se virar. Eu não vou ao médico quando estou com um incômodo, ou com uma febre. Um cidadão com cultura mínima sabe que um anti pirético serve para combater a febre, e sabe a quais analgésicos está apto a fazer uso.

Quando isso acontece comigo fico indignado. Mas ontem foi pior. Muito pior. É foda desembolsar grana para ouvir o óbvio, ainda mais quando se trata de de um filho.

Eu tenho vergonha da humanidade. Deveria ter escolhido nascer em outra espécie.

----------------- Abraços, Perdigão

sábado, fevereiro 20, 2010

Post anual, ou quase isso...

Blog jogado às traças again. Hora da faixina.

Me separei. Perdi quase 30 kg. Comi o pão que o diabo amassou. Dei a volta por cima. Meu pai já me enxerga como homem feito. E estou rumando ao topo.

Novos velhos projetos. Sei que ainda não tá na hora, mas tá quase. Consigo sentir o cheiro da virada, das mudanças.

Talvez esse seja o último post, Ou o primeiro de uma nova fase.
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Abraços, Perdigão

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Isso não é outro post natalino idiota

Pois é... estou de volta. Depois de um recesso desde agosto, volto a publicar e abrir o blog.

E logo de cara, o primeiro post vem com algo que me passa todo ano desde que tento entender o mundo: o Natal e as festas de fim de ano.

Nunca vi real motivo para a existência do Natal e de toda parafernália que o cerca - e que nos cerca.

É o nascimento de Cristo? Quem disse? Quem registrou essa data? Se é mesmo o nascimento de Cristo, por que o nosso calendário não começa nessa data, visto que ele é aC-dC (com trocadilho)?

Por que temos um protótipo plástico de pinho enfeitado com luzes? Por que fazemos as crianças acreditarem em Papai Noel (uma figura bizarra, com roupas de inverno em pleno verão tropical, sem mulher, sem filhos e que só resolve aparecer uma vez por ano)?

Já viram alguma coisa mais hipócrita do que uma campanha por um Natal sem fome para os necessitados? Quer dizer que as pessoas pobres não sentem fome o resto do ano? Essa de espírito natalino não me desce pela garganta.

Será que isso é só pra aliviar a consciência das pessoas de classe média por não ajudar os necessitados durante o ano todo?

E o lado comercial das coisas? Lojas cheias de pessoas, música irritante, todos atrás de uma promoçãozinha. Não consigo de deixar de pensar em animais. Porcos num chiqueiro, grunhindo. Daí penso em formigas ou abelhas e em como esses simples artrópodes conseguem ser mais organizados que os humanos.

Caixinhas de Natal? Pedem na padaria, no mercado, em todos os serviços prestados. Por que? Porque o cliente recebeu o 13º e poderia dar-lhes uma fatiazinha do minguado?

Televisão? Portais de notícias? Sua caixa de email? Revistas? Seu correio propriamente dito? Tudo e todos tentando de empurrar algo ou te arrancar algo, ou despejando toneladas de informação inútil.

Os agradecimentos são outra coisa que me irrita. Sabe qual é o melhor dia pra agradecer? O dia presente. Seja num favor que alguém lhe fez, algo bom que alguém te trouxe, um almoço, um café, um sorriso. Sempre é tempo de agradecer. E não apenas no final do ano como um desencargo de consciência por ter sido mesquinho o resto do ano. O mesmo vale para pedidos de perdão, e votos de sucesso.

A ceia de Natal, e as uvas e o "champagne" do ano. Aí está outra coisa que me dá arrepios. Fico enjoado quando vejo aquela mesa cheia, com muito mais comida do que é realmente necessário. O exagero de quem vai comer até abrir o cinto e desabotoar a calça. E o peso na consciência é zero para quem doou 5, 10 ou 50 reais naquela campanha pelo natal sem fome.

Se você se identificou com o texto, feliz solstício para você. A danadinha da Terra completou mais uma volta, e agora o Sol incide perpendicularmente sobre o Trópico de Capricórnio. Se você não se identificou, não se sinta mal. Você faz parte da humanidade e é doente como a maioria das pessoas que não gosta de ver a hipocrisia nos próprios atos.

Antes de descerem a lenha, creio que vale ressaltar um ponto. Eu não sou contra nenhuma campanha contra a fome e sim contra camapanhas contra fome única e exclusivamente durante o natal.

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Abraços, Perdigão

quarta-feira, agosto 13, 2008

Dois pra lá, dois pra cá

Se tem alguma coisa que eu nunca gostei e ainda não gosto são musicais.

Isso mesmo. Sabe aquele tipo de filme onde as pessoas começam a dançar e cantar por alguma razão idiota ou mesmo sem motivo? Pois é, nunca gostei. Mais que isso, sempre odiei. Me dá nos nervos ver alguma coisa tão artificial quanto aquilo. É simplesmente surreal e irritante.

Se eu quisesse ouvir música ruim, ouviria assistiria o Programa do Raul Gil. Se eu quisesse ver dança nonsense, assistiria o Domingão do Faustão. Se eu quisesse um enredo de quinta, assistiria as produções do Zé do Caixão.

Falei.
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Abraços, Perdigão

quarta-feira, agosto 06, 2008

Vinte e cinco anos sem tirar

Não, isso não é o recorde de bimbadas promovido entre os usuários de viagra e ecstasy.

No último sábado, dia 02, completei 25 anos. Um quarto de século. Sei que é ínfimo comparado à Dercy, e por isso não ganhei meu Maybach de aniversário.

Bem, andei deveras ocupado esse tempo todo, e só agora sobrou um tempinho para postar isso. Imagina só se até os 26 não vai passar voando....

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Abraços, Perdigão

sábado, dezembro 22, 2007

As empresas brasileiras estão preparadas para ter um site?

No Brasil a maioria das pequenas e médias empresas não são incluídas digitalmente. Não estou falando de ter um site, mas sobre a falta de doutrina e cultura digital que se verificam nas mesmas.

A idéia de ter um negócio online, poder ser visto em qualquer parte do mundo, aumentar a renda, agilizar processos e todos os outros benefícios chamam a atenção de muitos empreendedores. Mas ao contrário do que se faz com um "negócio real", colocar o negócio na internet é tratado pelos mesmos com displicência: basta pagar o amigo daquele técnico que arruma o computador que terei minha empresa - serviços e produtos - na internet.

Inclusive o mercado de profissionais que fazem este tipo de serviço (analistas, programadores, arquitetos de informação) é muito ruim no Brasil (e na América Latina como um todo), mas não vou divagar sobre este lado da moeda - isso é assunto para outra ocasião.

Antes de colocar o negócio na web um empreendedor interessado em fazê-lo deveria considerar algumas questões que, até mesmo por falta de conhecimento das mesmas, poderá levar este investimento a ser um fracasso, gerando frustração e um ceticismo exagerado.

Em primeiro lugar tenha alguém com alguma experiência em TI dentro da sua empresa.
É impensável apenas fazer o site e não administrá-lo. É o mesmo que alugar ou comprar um salão comercial, contratar uma empreiteira para fazer a infraestrutura e depois largar tudo às traças.
Pode parecer óbvio demais, mas não são poucos os sites onde o responsável sequer entra para conferir as vendas ou os contatos feitos pelos visitantes.
Um website tem a capacidade de reunir em um só lugar recursos de marketing e administração e cabe ao empreendedor saber cuidar disso. Um website tem que ser uma extensão da empresa e assim deve-se ter alguém responsável pela rotina do site dentro da sua empresa.

Os papéis de cada um.
O papel do desenvolvedor, a grosso modo, é criar aquilo o que o cliente quer, cuidar de manutenções do sistema, corrigir erros e incluir novas funcionalidades conforme solicitação do cliente.
A empresa deve cuidar do conteúdo. Imagens, textos, informações, usuários quando houver, vendas, resposta aos contatos, etc.
Não pense que o desenvolvedor é obrigado a saber mais sobre sua empresa do que você mesmo.

A questão do preço.
Tudo tem seu preço. Um site bom de verdade não sai barato, mas tende a ter um ROI (retorno sobre investimento) maior. Pense nisso com carinho. Azar o seu se optar por fazer site com o primo do técnico por R$ 200,00 e que ficará pronto em 5 dias.
Como eu disse previamente, há uma escassez de profissionais realmente qualificados e idôneos. Um site bem feito, necessita do trabalho de mais de um profissional.

Como você será divulgado na web?
Aqui está um ponto-chave. Extenso e que pouca gente fala. Questione os desenvolvedores sobre isso.
Há a publicidade paga - onde você paga para ter um anúncio. Pode ser um banner num site conhecido ou pode ser anúncio direto nos buscadores (como o Google e o Yahoo!).
E há a questão de estar bem colocado nos buscadores - quando algum usuário procura por determinada palavra ou expressão o seu site aparece entre os primeiros resultados.
Esta última opção interessa muito aos empreendedores justamente por reduzir gastos, no entanto requer muitos cuidados e conhecimentos do desenvolvedor, além de muita disciplina por parte do empreendedor, pois aqui é onde será feita a distinção do resultado do trabalho conjunto de ambas as partes.
Inclusive existem profissionais especializados em realizar este tipo de tarefa, que geralmente não é fácil, necessitando desde uma reescrita do sistema até uma reeducação das empresas (e este último ponto estou esclarecendo neste post).
Como um investimento, a questão da divulgação requer análise. Muitas vezes compensa iniciar juntamente com o site uma campanha paga e reduzí-la conforme o site sobe nos rankings.

Palavras finais
Então amigo, se você é um empreendedor, tem um site e está insatisfeito com o resultado por ele proporcionado, lembre-se que pode ter havido muitos pontos importantes que não foram observados, e que se corrigidos podem trazer agradáveis conseqüências ao seu negócio. Se você não tem um site, mas pensa em ter um, observe os pontos citados para evitar dor de cabeça depois.

Olha eu voltando aí...

Olá pessoal. Faz tempo que não publico nada não é mesmo? Não foi por falta do que falar ou por falta de vontade. A questão era tempo.

Tempo, recurso valioso este em nossa vida e temos que saber usá-lo. Andei trabalhando bastante e aprendendo muito - muito mesmo.

Agora, por um breve período de folga, creio que posso sintetizar muitas idéias que passaram sem ser publicadas durante os últimos meses.

Let's go.

Andei dando uma olhada nas estatísticas fornecidas pelo Google Analytics e o resultado foi o esperado: muita gente ainda cai aqui de pára-quedas procurando informações sobre a Perdigão Agroindustrial SA, o post de maior sucesso é aquele sobre sexo bem feito (muitas pesquisas relacionadas a sexo e preliminares também trouxeram muitos visitantes), o pessoal que passou mais tempo lendo foram os interessados em assuntos mais sérios (política, economia, meio ambiente, etc), e ainda tem gente procurando o Eldorado dos Hackers e o Cumpade Washington.

O número de pessoas que responderam a milenar enquete que estava aqui foi menor do que eu esperava. Continuarei escrevendo sobre tudo o que gosto. Sobre automobilismo, sei que há referências muito melhores que a minha, no entanto acho que meus pitacos ainda vão aparecer por aqui. Sobre música e artes acho que raramente voltarei a publicar algo, só se for algum daqueles posts que escrevo após uma visita do meu irmão. Sobre o resto, sim escreverei normalmente. Com uma ressalva: sobre meio ambiente (a segunda opção mais votada na enquete) recomendo que leiam o blog do Serafa (http://www.sustentabilidade.zip.net).

Estou a anos-luz de ter o mesmo conhecimento e qualidade sobre este assunto (aliás é raríssimo encontrar algum material em português ou mesmo em inglês que tenha a qualidade do que ele publica - parabéns Serafa). Assim, vou me restringir a algumas observações e pitacos sobre o assunto.

Abraços.

sábado, agosto 18, 2007

Como fazer sucesso na indústria do cinema

A princípio há de se escolher o tema:
- animação 3D com bichinhos malcriados falantes e piadas in-a-box;
- ação com uma releitura de "A Caverna" de Platão, cheias de filosofia pseudo-oriental e frases de efeito;
- reprodução alguma HQ, mesmo que desconhecida do grande público;
- thriller ou comédia com adolescentes/jovens adultos, e neste caso o enredo pouco importa, desde que se tenha uma escola ou faculdade como cenário, sangue e sexo, além de uma dose cavalar de maniqueísmo.

Depois, se o filme estiver à venda na porta do cinema durante à estréia por R$ 10,00, e depois de dois meses o camelô mais próximo à sua residência ainda continuar com mais de 10 cópias para vender diariamente não pesteneje: faça uma trilogia (dependendo do sucesso das seqüencias a trilogia pode ser de 4, 5, ... filmes).

Sim, se você fizer sucesso, vai perder algum dinheiro com o não pagamento de royalties em capas de cadernos, revistas para adolescentes femininas, papéis de parede, ringtones... se for HQ ou animação ainda há a perda por material escolar, artigos para festa de criança, enfeites de loja, e tudo quanto é tranqueira que se vende na rua 25 de Março em São Paulo, mas não tem problema, o que vale é a diversão.

Té+

sexta-feira, junho 01, 2007

Quem se incomoda com o MP3?

Quem não tem, ou nunca usou um compartilhador de arquivos pela internet que dê a primeira pedrada. Muito se fala na mídia sobre combate à pirataria, e na memória de muita gente há a lembrança do caso do Napster, onde seus criadores foram condenados.

No caso da música tem muitos artistas que defendem ferrenhamente o compartilhamento. Mas há muitas pessoas que fazem arte, em especial música, que são a favor. Nunca ouviu falar nisso?

Joe Satriani (um dos maiores guitar heroes), Faíska (um baita guitarrista brasileiro), e a banda Doctor Sin, Carlos Santana, Hermeto Paschoal... são exemplos dessa postura. Isso ajuda na divulgação dos seus trabalhos.

Quem se incomoda são artistas que vivem de vender discos, não de fazer shows (tavez porque não sejam tão bons ao vivo e sem todo o aparato que se encontra dentro de um estúdio), e principalmente as gravadoras, que vivem de vender propriedade intelectual alheia, selecionada ao seu bel-prazer e tino comercial, a preços nada modestos.

Tirar esse intermediário (as gravadoras) permite que barateie e amplie muito a distribuição. Claro que isso promove a secura das tetas da propriedade intelectual alheia.

Temos até o caso do Artic Monkeys. Os caras não se definem como bons. Daí a publicar gratuitamente o seu material na internet livremente. Deu resultado? Sim, a banda não é ruim, e o preço para ouvir o seu material é muito baixo (basta ter onde baixar).

Enfim, cada um na sua. Mas projetos de lei como o do Eduardo Azeredo são no mínimo ridículos e impraticáveis.

Falei.

Greve na USP - o outro lado da moeda

Muito se fala na mídia sobre a greve de alunos, professores e funcionários da USP. E que inclusive outras faculdades públicas no estado de São Paulo e até mesmo em outros estados brasileiros começaram as paralisações também.

A pedra fundamental da paralisação foi um decreto do Governador José Serra, do começo de janeiro deste ano. O decreto criou a Secretaria do Ensino Superior. A partir de então as universidades estaduais passariam a prestar contas ao Estado.

Mas segundo uma lei constituicional de mil-oitocentos-e-alguma-coisa, as universidades tem sua autonomia garantida. Autonomia financeira, patrimonial, de educação, pesquisa, .... ou seja, é a única instituição pública que não precisa dar satisfação do que fazem ou como gastam a verba para elas repassadas, pois entende-se que quem faz parte dela tem maturidade e responsabilidade suficiente para isso.

Mas e a lei federal de responsabilidade fiscal? Ora, ela funciona para outras instituições, mas não para as universidades. Isso é (foi) um prato cheio para golpistas. Da mesma forma que há bons funcionários e professores nas universidades, também lá existem picaretas. Sim, picaretas, que se valem dessa não-prestação de contas para simplesmente ganharem o seu sem ter se mexer muito.

Prestar contas, no meu entendimento, não tira a autonomia das universidades. Apenas garante que a verba seja melhor aplicada, e isso sim traria melhoria para todos realmente interessados na melhoria da universidade.

Os prejudicados com esse decreto não são os alunos, nem professores sérios, muito menos funcionários dedicados, e sim os sorvedouros de verba. O risco de descobrirem falcatruas aumenta consideravelmente, assim como o risco da fatia ficar menor, por ter que pagar mais pessoas para silenciarem e fazerem vista grossa.

Outra coisa que nunca se fala na imprensa: há duas greves todo ano na USP. O que acontece agora é inédito, pois houve a invasão da reitoria - e é claro, por causa do decreto do Serra, que motivou uma maior mobilização por ferir o "sagrado direito da autonomia".

Uma das greves é agendada para meados de maio, e outra para setembro. É sempre a mesma coisa que se reinvindica: aumento de salário, melhores condições de trabalho, mais isso, mais aquilo... e em duas ou três semanas, após conseguir um aumento (ainda que ínfimo), e mesmo se outras exigências não forem cumpridas, a greve cessa.

Cá entre nós, quais seriam as melhorias na condição de trabalho? Os funcionários das universidades públicas trabalham num oásis público. Não tem que dedicar atenção a pessoas com baixo nível de instrução, nem a idosos, nem a barraqueiros... nada... O árduo trabalho é o mais tranquilo, informatizado e automatizado quanto se pode ser na esfera pública, incluindo o direito de se usar em primeira mão novas tecnologias para organizar, agilizar e facilitar o trabalho.

Quero ver se algum deles topa ir trabalhar no INSS ou na Caixa Econômica Federal.

Mas o mais interessante é que a greve não é uma decisão dos próprios funcionários, e sim do sindicato - cujas lideranças sequer trabalham lá. A idéia é bem simples: aumentando o salário dos funcionários, aumenta a contribuição sindical, que por sua vez direciona mais verbas para o bolso de quem não trabalha - as lideranças sindicais.

Algumas unidades do campus Cidade Universitária são greveiras de carteirinha. E sempre reinvindicam muitas coisas, algumas bem legítimas - dou meu braço a torcer. Como a ampliação do CRUSP, e reformas nas unidades (sim tem prédios caindo aos pedaços). Mas é bem verdade que muitos motivos de agito não têm a menor coerência ou embasamento. Como a greve e as manifestações devido ao veto dado por Geraldo Alckmin, quando da aprovação por mais verba destinada à educação pelo Câmara Estadual de Deputados.

Pegando este exemplo, onde os deputados aprovaram por votação mais recursos para a Educação (coisa de 1 ou 2% do orçamento do Estado). Alckmin vetou simplesmente por isso não fazer parte do seu plano de governo. Sim, o picolé de chuchú tem colhões para manter sua palavra, coisa rara hoje em dia. Seu planejamento previa esta verba para o adiantamento para obras de infraestrutura do metrô. E foi isso o que ele fez: cumpriu com seu plano de governo. Mas este fato de hombridade não foi levado em conta, ou sequer era sabido pela maioria dos agitadores e manifestantes da USP.

Eu fico embasbacado com os alunos alienados demais. Passionais. Uma coisa é reinvindicar melhorias legítimas, com argumentos sólidos; uma outra, bem diferente, é apoiar um movimento sem a menor idéia do que acontece de verdade, sem analisar todos os lados de um ato ou decisão.

Dois amigos meus foram na reitoria ocupada. Quer saber o que tem lá dentro? Além de alunos, há muita maconha rolando, pó... Nada contra o pessoal que gosta de puxar um fuminho. Os universitários geralmente não roubam para comprar o "tablete de caldo Knorr", ou um "pino". Além disso, há algumas faixas como "Chuck Norris apóia a greve"...

Não bastasse essa "sólida" base de apoio, essa massa de manobra que ocupa a reitoria e enche as manifestações, as lideranças estudantis, os porta-vozes da classe universitária em toda a sua inteligência, são tão confusos quanto um novelo de lã, e dão mais voltas em círculo do que pião.

Há anos reinvindicam as mesmas coisas, sem no entanto conseguir sucesso, mostrando que são mais marionetes do sindicato do que uma classe que anda com as próprias pernas. E o pior e que qualquer agito, já lançam todas as armas... não tem foco. Qual foi o estopim da atual greve? Perda de autonomia da universidade? Por que raios então estão falando ao mesmo tempo de moradia, segurança, reformas e cotas?

Não há uma mobilização focada em um problema. Querem resolver todos. De uma paulada só. Como se construir um prédio fosse como pedir fast-food.

Sei que algumas unidades têm sérios problemas. Prédio velho, professor que falta na aula para ir dar aula em faculdade particular (onde ganha mais, e pela estabilidade do estado não perde sua teta), falta de segurança e infraestrutura... Mas tem que ter bom senso. A ocupação da reitoria foi uma babaquice sem precedentes. E a teimosia mais ainda. Tinha até sem-teto lá.

Sobre a falta de segurança, há um dilema. Hoje vivemos um momento muito diferente do que na época da ditadura. Põe muito diferente nisso. Quem não quer a polícia dentro do campus são os queimadores de erva. Por outro lado a guarda universitária é tão eficiente na segurança como pneus de madeira em carros esportivos. No caso de alguma emergência o que eles podem fazer é usar um apito e uma bicicleta. E como se permite que qualquer um entre no campus...

Acho que essa é uma das questões mais difíceis de se trabalhar. O que se pode fazer? Barrar todos e permitir que somente alunos, funcionários e professores entrem dentro do campus? Equipar efetivemente a morosa guarda universitária? Permitir que a polícia faça seu trabalho lá dentro?

É necessário pensar nessas questões antes de falar "Não queremos a polícia aqui dentro!", "Abaixo a repressão!". Que repressão? Quem foi preso, investigado ou torturado por subversão nos últimos 10 ou 15 anos lá dentro?

E sobre a ocupação da reitoria, ouvi sugestões um tanto quanto exóticas de alguns amigos. Como expulsar da universidade todos os manisfestantes que não desocuparem o prédio. É uma solução que não usar força bruta, e busca uma solução administrativa tão forte quanto balas de borracha para ferir o brio dos incautos.

Não sei que fim esta novela terá. Sei que a mídia e as lideranças mostrarão só o que dá IBOPE e o que falar. Mas ainda assim arrisco umas previsões:

- em setembro vai ter outra greve, que não passará na mídia, pois tratará apenas de aumento de salaŕio, melhores condições de trabalho...;

- muitas promessas e acordos serão feitos para manterem as coisas exatamente como são (aliás ontem o Serra já mandou uma correção, desobrigando a prestação de contas, logo essa greve termina...);

- o pessoal altamente preocupado com dezenas de questões para a melhoria da universidade ficarão chupando o dedo, e voltarão às aulas com o rabo entre as pernas até segunda ordem do sindicato, o que mostra mais uma vez sua solidez de mingau;

- as outras unidades, com mais porcos capitalistas-facistas-nazistas-istas-istas-istas, como a que eu estudo continuarão a ignorar a greve, e não sofrerão atrasos significativos em seus calendários

- não vou receber boas indicações por que escrevi isto. O melhor que pode me acontecer é ninguém falar nada.

Té+

segunda-feira, maio 21, 2007

Ampliando os leitores

Eu decidi aumentar a quantidade de leitores do meu blog. Mas como fazer isso?

Escrever coisas mais interessantes como escândalos da Paris Hilton ou contos eróticos?

Transformar este espaço num diário cheio de pensamentos de adolescente, com conflitos emocionais, crises existênciais, e tals (além de fotos da "turma do fundão")? Ou numa emocionante novela autobiográfica (seu eu fizesse isso e colocasse um formulário para doações pravavelmente eu ficaria rico e depois seria processado pela mexicana televisa, sob a alegação de plagiar os roteiros dela)?

Não. Optei por algo mais sutil e palpável. Colocar meu blog nos blogrolls como o Blogblogs e Technorati. Além de linkar o meu blog de lá pra cá, quem usa esses serviços também poderá marcar este blog como um dos seus favoritos usando algum dos links disponíveis na barra lateral.

Também coloquei um link para adicionar o blog no del.icio.us. Já falei sobre este serviço aqui antes. É uma espécie de favoritos on-line. Muito bom para quem acessa muito a internet da faculdade, do trabalho, ou mesmo trabalha com visitas e às vezes precisa lembrar "daquele" site quando está no cliente.

Na verdade existem zilhões desses serviços, mas resolvi colocar apenas para os mais conhecidos.

Também pensei em colocar links para serviços de leitura de RSS on-line, bem como aumentaros distribuídores dos meus feeds, porém essa é uma tecnologia com a qual poucos usuários estão acostumados. Nem por isso os serviços são poucos, também tem muitos sites que provêem este tipo de serviço. Mas isso exigiria uma evangelização dos leitores do meu blog, e disso eu tô correndo.

Se você não sabe o que é RSS e como funciona não sabe quanto tempo da sua vida pode estar disperdiçando. Leia mais sobre o assunto. Garanto que é fácil e faz uma baita diferença na hora de garimpar informações e ler novidades que realmente te interessam.

Té+

segunda-feira, maio 14, 2007

Eu já não entendo mais nada

Eu já não entendo mais nada. Não entendo mais nada de TI, muito menos de economia e de negócios.

Linux é coisa de adolescente nerd, comunista, cheio de espinhas, sem amigos reais, e que acha que pode revolucionar o mundo, além de invadir e roubar computadores de usuários indefesos e inocentes. É coisa do capeta e viola a boa ordem natural das coisas.

E ponto final. Não mais com as palavras em minha boca (ou tela), mas na dos outros:

- Bruno Sayeg Garattoni, colunista do caderno Link do jornal O Estado de São Paulo, e do blog Re:Bit da Super Interessante (Editora Abril), escreveu em seu blog pessoal: "...O esperadíssimo Ubuntu7 ... chega a humilhar o Vista." neste post aqui.

- Sandra Carvalho, o currículo dela é extenso demais para escrever aqui, no seu blog relata um triste episódio, sob o título "Quem é o responsável pela chave do Windows?"

- Ainda na Info leio isso e sua origem, a revista americana Fortune, mais exatamente nesta matéria.

Esta não é uma prova, mas um indício de que atualmente é necessário rever os conceitos, visto que mesmo edições que defendem(iam) a Microsoft e sua política como empresa de TI estão se dobrando frente ao movimento do software de código aberto.

quarta-feira, abril 25, 2007

Um pouco sobre música

Música é um assunto sobre o qual pouco falei nos últimos anos, e a maioria das pessoas que me conhece não deve saber muito a respeito do meu gosto, quanto menos de minhas opiniões sobre música.

Desde novo gostei de metal. Meu primeiro disco (sim, em vinil) foi o Arise, do Sepultura. Mas sendo a música uma forma de arte, leva-se muito tempo para conhecer e formar opinião a respeito.

Depois de conhecer os grandes ícones do rock e do metal, e aprender a tocar violão e guitarra, comecei a apurar e refinar meu gosto. O rock ou o metal já não supriam mais minha vontade de conhecer, e foi nesta época (por volta dos meus 16 e 17 anos) comecei a ouvir jazz, música clássica, guitar heroes (Satriani, Vai, Malmsteen,...), MPB, entre outros ritmos.

Aprendi a separar joio do trigo e vi que a vida de músico sério é realmente difícil (e desisti da carreira). Quem ganha muito dinheiro é quem não faz música; quem não faz arte.

Claro que em todos os ritmos e estilos há músicos mais interessados no dinheiro que vão ganhar do que em fazer arte propriamente dita. Kenny G, Ray Connif, e musiqueiros de verão baiano que o digam.

Para mim os bons são as bandas que criam coisas novas e interessantes; que aliam a técnica ao bom gosto. Aqui se enquadram Black Sabbath, Deep Purple, Hendrix, Djavan, Rage Against The Machine, Pink Floyd, Nirvana, entre outros.

É difícil engolir Evanescense, depois de ouvir Nightwish 5 anos antes. Ou Linking Park depois de R.A.T.M.; também é triste ver a decadência de uma banda como no caso do Charlie Brown Jr, onde nota-se a influência do dinheiro desde as letras até os clipes e produção do álbum.

Não gosto quando uma banda perde sua veia de originalidade. Compare os últimos álbuns do Metallica com os primeiros, e depois faça o mesmo com Ramones ou Black Sabbath. Nota-se que uns perdem seu footprint, enquanto outros conseguem ser criativos e evoluir (amadurecer) dentro de seu próprio estilo.

Sei que sou chato com relação a isso, mas creio que os leitores do meu blog também não ouvem (ou não apreciam) Calipso, RBD e tralhas de cunho estritamente comercial.

Té+.

sábado, abril 21, 2007

Um pouco sobre software livre e o mundo dos hackers

A distorção de idéias e termos, através de artigos e matérias escritas por pessoas relativamente leigas, passa longe de cumprir o papel fundamental do jornalismo, que é o de levar informação às pessoas.

Os maiores prejudicados são o público, que busca informação, e os profissionais sérios que estão na outra ponta.

Começando pelo software livre, que não é uma idéia nova (sim, essa idéia é mais antiga que o Windows, e na verdade, mais antiga que a própria Microsoft). Além do que a idéia em si não se restringe a apenas um único sistema operacional, ou suas variantes, abrangendo todo um novo conceito de valores sociais e modelos de negócio, quanto mais de outros aplicativos e facilidades.

A impresa de massa não divulga este tipo de informação. Por que? Não sei ao certo. Talvez por duvidar da maturidade (capacidade de compreensão, absorção, análise, reflexão, conclusão) de seus leitores. Ou por não se importar com o trabalho sério de profissionais de uma área sobre a qual mantém pouco interesse. Ou mesmo pela imaturidade dos autores... como disse não sei.

Mas falando mais abertamente do software livre, algumas idéias que são vendidas, ou concluídas antecipadamente por falta de informação, e que me incomodam (eis porque escrevo), são a de que este tipo de software é desenvolvido por pessoas despreparadas ou com fins escusos. Não, absolutamente não.

Software livre não é desenvolvido por adolescentes pseudo-revolucionários socialistas, cheios de espinha, que passam o dia inteiro na frente do computador tentando invadir o computador de algum usuário, ou menina para roubar-lhe seus segredos. Software livre, tem sim seu lado comercial, e é desenvolvido por pessoas comprometidas com o que fazem, e são pagos para isso, ou para dar suporte e treinamento.

Abrir o código-fonte, tem implicações. Grandes empresas se escondem atrás dos diretitos autorais, copyright, propriedade intelectual, para vender um produto de forma não-transparente. Certo, a maioria dos consumidores realmente não tem a mínima necessidade de conhecê-lo, basta que o produto funcione. Mas abrir o código-fonte, é como convidar o cliente a conhecer a cozinha de um restaurante, ou ver um motor desmontado. É trabalhar com transparência.

Normalmente não me interesso em ver a cozinha de um restaurante, mas se o maître e o gerente me impedem de todas as formas possíveis de ver a cozinha, isso pra mim é, no mínimo, motivo de desconfiança. E para você?

Eis a segurança em se usar software livre: a transparência no negócio.

Outro ponto a ser observado é que software livre não é software pirata, nem plágio mal-feito. Quem faz tal afirmação nunca usou a suíte de escritório OpenOffice.org ou mesmo o navegador Mozilla Firefox. Se esse era seu ponto de vista, experimente os softwares citados e depois diga o que acha.

Agora de um ângulo mais técnico, o software livre apresenta-se como uma evolução no conceito de desenvolvimento. Através da possibilidade de acesso e modificação do código-fonte, grupos, empresas, especialistas e consultores, tem mais saídas do que becos. Sim, se alguém tem uma necessidade especial, pode-se adicionar/alterar a funcionalidade, sem a necessidade de adquirir outro software que o faça, ou pior adaptar o seu negócio segundo a restrição imposta pelo software de código fechado.

Pode não ser tão simples (e geralmente não é mesmo) alterar um software. Mas em muitos casos é mais viável contratar um programador/consultor/grupo que faça a alteração necessária. E como dito acima, às vezes essa é a única solução/oportunidade de não ficar restrito pelas limitações do programa, impactando diretamente os negócios.

Mas mesmo nesta situação, o software livre se apresenta como a melhor solução. Vamos supor que você estivesse usando um software e devido a alguma mudança estratégica nos processos da empresa, você necessitasse de que seu software tivesse duas ou três funcionalidades a mais, para uma total compatibilidade com seus novos processos.

Ou você teria que adquirir um novo software, provavelmente mais caro, devido às funcionalidades extra, ou em caso do software não existir você ficaria entre duas opções: contratar alguma empresa de programadores que criasse desde o zero o software para você (o que poderia ser muito custoso e demorado), ou não fazer nada e voltar à estratégia antiga, visto que nova ficaria impossibilidade de ser posta em ação.

No caso do código-fonte aberto, o trabalho de adaptação é muito mais rápido. Os programadores não partiriam do zero, não reinventariam a roda. Com menos trabalho, menos recursos, e menos dor de cabeça.

Agora mudando de assunto, vamos falar sobre os hackers. A mídia (ainda) usa erroneamente este termo para designar pessoas sem escrúpulo, que se valem de meio eletrônicos para conseguir acesso a informações sigilosas, ou os quais rompem códigos de validação para a pirataria. Não vou me estender sobre as várias terminologias e variações existentes. O termo mais apropriado para o tipo de usuário referenciado pela mídia seria cracker.

Os crackers são os responsáveis pela má fama dos hackers. Hackers de verdade não destroem, e sim constroem. Hackers são pessoas com amplos conhecimentos, inteligência acima da média, e que procuram problemas diversos para solucionar. Seja criando algo novo e útil, encontrando e corrigindo alguma falha (de funcionamento ou segurança), os hackers contribuem para você e eu dispormos de mais facilidades, comodidades, velocidade e segurança.

Essa discussão poderia ir muito mais longe, passando desde citações de textos e sites, princípios de filosofia, indo de Locke a Engels, e expondo pontos de vista como o de o cracker ser um agente do bem, tornando o acesso a pessoas de renda menor a programas aos quais nunca poderiam ter acesso normalmente, sendo assim, uma espécie de Robin Hood moderno - o que não é verdade.

Mas vou ficando por aqui. Talvez numa outra ocasião eu exponha mais a respeito deste assunto. Gostou? Comente. Não gostou? Comente também. Achou "lhufas"? Tá bom, diga sobre o que quer que eu escreva - através de um comentário.

Té+

domingo, abril 01, 2007

Sustentabilidade - onde entra a questão energética?

Nesta sexta-feira (dia 31/03/2007) apresentei um seminário sobre conservação de energia no setor de transportes. Eu tinha que fazer uma resenha, baseada nesse trabalho aqui, feito na UFRJ. Também cabia uma complementação do grupo, e, durante as pesquisas na internet encontrei informações que passam geralmente desapercebida.

Um ponto importante é que o termo sustentabilidade, muito utilizado no momento, também traz implícito o uso racional da energia. Geralmente os temas ligados a esse termo são de cunho ambiental, e a maioria dos artigos veiculados na mídia tem um tom passional ou alarmista regando os fatos.

Assim, tão importante quanto desenvolver tecnologias "limpas" e renováveis, é também o uso racional dos recursos que nós temos disponíveis.

Um dos pontos que foi trabalhado neste seminário foi o da eficiência energética dos motores dos automóveis. Pesquisando aqui, e em vários lugares, descobri
que o dito vilão entre os combustíveis, o diesel, é o que apresenta os motores com a tecnologia que melhor aproveita a energia gerada na sua combustão. E isso vai mais além, um estudo dirigido feito pela SAE conclui que é mais viável desenvolver tecnologias que reduzam a emissão de poluentes (biodiesel, filtros, etc...) para o diesel do que desenvolver tecnologias que aproveitem melhor a combustão do GNV.

Tá certo que o GNV polui absurdamente menos, e é o combustível que apresenta o menor custo por km rodado, ou ainda por watt gerado no caso das termoelétricas. No entanto, do ponto de vista energético ele ainda tem um longo caminho a trilhar rumo à uma tecnologia de eficiência satisfatória.

Uma outra coisa onde andei dando uma olhada foi nos carros híbridos. Apesar de consumirem bem menos combustível, a eficiência para aproveitar a energia gerada praticamente em nada difere dos carros comuns à combustão. Além disso são absurdamente mais caros.

O pulo-do-gato na área da tecnologia automobilística parecem ser os dispositivos destinados a reaproveitar a energia que era perdida nas freadas. O sistema elétrico ainda é muito caro, além de aumentar consideravelmente o peso do carro, que força com que os fabricantes usem materiais mais leves e fortes para fazer outras partes do carro, e geralmente esses materiais são também mais caros; o que encarece pra burro o projeto final.

Mas a Ford divulgou uma pesquisa de um dispositivo que armazena essa energia perdida nas frenagens na forma de ar comprimido. Ao todo o carro precisa de apenas mais 30 kg para ter esse sistema; e espero que em breve esta tecnologia esteja nas ruas, pelo menos a previsão deles era essa. Leia mais aqui.


A francesa Peugeot também lançou agora em fevereiro um híbrido diesel-elétrico, de alto rendimento energético. Leia mais aqui.

Se quiser saber sobre o funcionamento dos carros híbridos (e de mais um monte de coisas), recomendo entrar aqui.

Enfim, dependendo da ótica e da dimensão da análise, é claro muitas soluções diferentes aparecem. Para o transporte de cargas e pessoas a longa distância ainda valem o transporte ferroviário e o hidroviário, que são os mais eficientes. Para cidades pequenas e planas, ou para projetos intra-bairro, valem o incentivo à caminhada e ao ciclismo. Para as grandes cidades, transporte público (dependendo da dimensão sobre trilhos, ou corredores de ônibus). Até mesmo o uso da tecnologia da informação para se evitar o transporte é válido, como por exemplo o uso da internet, dos celulares, dos rádios móveis, de PDA's, etc...

O importante é que se use os recursos da forma mais inteligente, racional. E isso tem vários impactos, não só ambientais, mas desde qualidade de vida até uma forte influência sobre a competitividade de um país. Você pode ligar isso a vários indicadores como o IDH, o PIB, a renda per capta, a posição de competitividade no Fórum Econômico Mundial, risco país, etc...

É, acho que deu para propagar a idéia.

Té+

sexta-feira, março 16, 2007

Processado? Eu?

Não faz muito tempo, escrevi aqui sobre quem vem parar no meu blog de paraquedas. Entre as coisas que o pessoal busca no google a chega aqui estão: "cumpade washington" (meu blog aparece na primeira página, entre 18.800, tudo por causa de um post sobre o primeiro turno das eleições 2006), "cartões de aniversário com urubu" (por coisas desconexas, palavras misturadas em um post e outro).

Mas, de longe, a maioria procura por informações sobre a Perdigão Agroindustrial S/A. Buscas como "Balanço Perdigão 2006", "Balanço Perdigão 2007", "Como entrar em contato com a Perdigão", "Renda Perdigão", "Imposto Perdigão", "Politicas Ambientais da Perdigão", "Escândalo Perdigão", e por aí vai. "Como criar Perdigão" também é procurado.

E, pasmem, nessas buscas meu blog fica muito bem colocado, inclusive na frente do site da própria Perdigão Agroindustrial S/A. E isso acabou por me gerar problemas: recebi hoje um e-mail do departamento jurídico da Perdigão notificando o uso indevido da marca, por usar o logotipo deles como minha foto. E creio eu que se há um tempo atrás eu não tivesse colocado um post esclarecendo que Perdigão é meu sobrenome, talvez eles quisessem que eu mudasse até mesmo o nome do blog.

A exigência foi de que eu trocasse a foto IMEDIATAMENTE sob risco ser processado em um monte de artigos e essa coisa toda.

O mundinho feio... eu aqui fazendo um marketing gratuito e efetivo (afinal eu apareço na frente deles no google), e eles me vem com essa. Processem o google por não atenderem à vossa vontade, ou melhor, me contratem para fazer o site de vocês. Garanto que ia ficar na frente do meu blog nas buscas no google.

Humpf.

segunda-feira, março 12, 2007

Os poderes públicos X Tecnologia da Informação - parte 2

Onde os poderes públicos pecam?

O Legislativo em ainda não ter nada específico e efetivo a TI com relação à privacidade, proteção de dados, e relações na em sistemas eletrônicos. Todas as leis usadas nesses casos são adaptações de outras leis.

O judiciário pelo despreparo na lida com essas questões.

O executivo por não ter políticas de fiscalização efetivas. Apesar do que aparece na mídia, os números e realização ainda são risórios.

Passando a um raciocínio de visão mais ampla, vale ressaltar também que esse é um problema mundial, e exige toda uma revisão e reformulação. Se, apenas nos Estados Unidos ainda há problemas por causa das legislações estaduais - prisão perpétua num estado e no outro pena de morte - que são debatidos a mais de um século, imagina com relação a TI.

O ponto é que a internet tem o poder de remover fronteiras. E isso é pra lá de complicado para com os poderes públicos, e até mesmo para o conceito de Estado e de Nação Soberana.

Reflitam. Té+.

Os poderes públicos X Tecnologia da Informação - parte 1

Além dos aspectos técnicos, filosóficos, ambientais e econômicos circundantes à tecnologia da informação, também tenho interesse pelos aspectos legais. Mas lendo este artigo na webinsider (um dos raros redutos de vida inteligente na internet), e este artigo na Viva o Linux, vi como os poderes públicos estão muito longe manter um laço de entendimento com a informática.

Uma das coisas mais difíceis na vida de um programador, além de sobreviver, é prever o que um usuário pode imaginar em fazer com o software desenvolvido. Um exemplo simples é um formulário de cadastro de funcionários, onde há um campo para se registrar qual é o sexo. Você pode colocar um campo e explicitar na frente que deve-se digitar masculino ou feminino, mas isso não impede de um indivíduo digite homem. Então fazer criar restrições e validações é uma das partes do desenvolvimento de uma solução que mais demanda tempo. E ainda assim pode vir algum excepcional e fazer algo que você não previu.

E como diz uma das Lei de Murphy: "É impossível criar qualquer coisa à prova de idiotas."

Outro exemplo, mais relacionado com a parte de desenvolvimento, foi a criação do MP3. Este formato de arquivo foi criado como uma solução para as trilhas de áudio que acompanhariam os filmes em DVD. A idéia era criar um formato com alta compressão, qualidade e independência, para permitir várias dublagens. Os criadores não previram o boom no mercado de músicas, e toda a complicação que os oportunistas/visionários criaram com copyrights e as gravadoras. Mas esse até que é um caso feliz, porque os criadores da tecnologia não foram responsabilizados (mas os criadores do Napster...).

O problema é que os poderes públicos, em especial o judiciário, não lidam com a tecnologia da informação como deveriam. Se alguém processar uma montadora de automóveis por ter comprado um carro popular alegando que ele não chega a 120km/h em primeira marcha, o juiz diz compreende bem o caso, dá a causa para a montadora, e ainda pode suspender a licensa de motorista do insano. Mas com TI, que é uma coisa "do além", a coisa é diferente: o conhecimento prévio de operação, bem como treinamento e leitura de manuais se faz secundário. O sistema deveria funcionar e pronto. Se causou algum dano, ou não cumpriu uma função, mesmo que por erro de uso, é muito mais complicado de se justificar.

Serão os desenvolvedores de tecnologia da informação os vilões?

Té+.